A realização do trabalho de História da Arte do terceiro bimestre envolve o processo de análise de uma obra do acervo permanente do Museu de Arte de São Paulo (MASP).
A obra deveria ser uma pintura, figurativa, de um artista estrangeiro e que tivesse sido produzida até o século XIX. De acordo com os requisitos, escolhemos a obra São Francisco recebendo os estigmas, do artista Domenico Theotocopoulos, mais conhecido como El Greco. A pintura está datada por volta do ano 1600.
Percorrendo os olhos sobre o quadro, após termos saído da exposição de Caravaggio, que trazia consigo inúmeras obras agressivas e demasiadamente pesadas, pudemos perceber a união da dor e, paralelamente, esperança. E ao perceber este tom que resolvemos analisá-la.
Sem nenhum embasamento do contexto histórico-social da obra,
April 12, 2012 at 10:25am
MARKETING ESPORTIVO E O IMPACTO CAUSADO AO CONSUMIDOR
O marketing esportivo busca, por exemplo, no futebol, alicerçar a captura da admiração do consumidor através de logotipos estampados nas camisas de seus jogadores. Para uma marca que quer conquistar tal público-alvo, neste caso, torcedores de times, patrocinar certo clube surte apoio tanto ao esporte, como à equipe, quanto ao craque que veste aquele símbolo. Imagine-se na posição de torcedor, vibrando a cada jogada dada, cada toque rasteiro, cada “GOL!” gritado na arquibancada. Assistindo ao vivo ou televisionado, o torcedor se emociona. Grita, pula, chora. E vê uma empresa patrocinando seu grande e amado clube, portanto, esta imagem remete ao consumidor esportivo uma empatia direta, pois há outro elemento naquele instante apoiando a causa que faz seu coração torcer.
A realidade econômica e social que o Brasil vive, os recursos financeiros destinados pelas grandes marcas ao esporte, principalmente no futebol paulista da primeira divisão, obtém grande retorno econômico, além de contribuir para o desenvolvimento do país. Estas empresas não se limitam apenas a camisas. Atualmente, encontramos diversos artigos esportivos comercializados para, justamente, persuadir seu público a comprar por afinidade emocional. As embalagens dos produtos não deixam a desejar, são atraentes e servem para identificar esta produção, o preço também é peça importante. Como tratam de trabalhar com a sensibilidade do consumidor para com seu clube, exploram valores altos para compra de mercadorias oficiais. Atualmente, muitos times possuem suas próprias lojas com artigos nem sempre encontrados em lojas esportivas comuns.
Na história do marketing esportivo, podem-se verificar diversas mudanças ao longo do tempo. Seu desenvolvimento foi influenciado por alterações no tamanho do mercado, pala taxa de crescimento deste, pela rentabilidade industrial, pela política governamental, pela disponibilidade de recursos para investimento em marketing, pela mudança tecnológica, pelas preferências do consumidor e pela economia nacional. E nessa perspectiva surge o patrocínio, que pode ser definido como a aquisição dos direitos de afiliar ou associar produtos, eventos, marcas, com o intuito de diversificar e ampliar os benefícios obtidos com essa associação.
No futebol brasileiro, observa-se sucesso no relacionamento entre o clube patrocinado e seus patrocinadores. São parcerias duradouras e que tem obtido retorno para ambos. Enquanto o clube alavanca recursos, as empresas detentoras das marcas, lucram com maior promoção institucional e impacto significativo sobre suas vendas. Os custos do futebol profissional crescem progressivamente, os valores pagos pelos patrocinadores tornam-se mínimos, e os clubes são obrigados a renegociar os contratos com seus patrocinadores. O retorno do patrocinador está na popularidade e, quando se fala em clubes de massa, o valor da marca se associa ao fenômeno da massificação. Os clubes não se prendem mais apenas a venda de jogadores, títulos de sócios e direitos de transmissão de jogos, está na busca da valorização e comercialização das marcas. Os dirigentes esportivos estão cada vez mais conscientes do grande potencial de venda da marca de seus clubes.
April 5, 2012 at 4:32pm
Sem Título
Colecionava árvores, mentalmente. Olhava por toda a rua para procurar, da mais baixa a maior, da seca a cheia de vida, da pontiaguda a mais frágil. E questionava, diariamente, porque não nasceu árvore também.
Estava tão cheia das pessoas. Das emoções, dos logotipos, do cheiro de poluição, do gosto amargo do café não adoçado, do banho rápido, dos saltos das mulheres apressadas, dos saltos dados das pontes por pessoas desesperadas, do bom dia politicamente correto seguido por sorrisos amarelos, da falta de fé. Principalmente, falta de fé.
Não era carência, muito menos trauma emocional. Era um puta saco cheio de tudo. Que não era árvore, que fizesse mal.
April 2, 2012 at 10:31am
ADM
Nome da empresa e justificativa- O nome Ápice significa auge, ponto máximo. Portanto, queremos sempre chegar ao ponto mais alto de nossos negócios, buscando a satisfação de nossos clientes em relação ao trabalho que realizamos.
Missão - Nossa missão é buscar soluções em comunicação, que permitam o crescimento e o desenvolvimento de nossos clientes, colaboradores e fornecedores.
Visualizamos o potencial de uma vida melhor. Em todas as nossas atividades, procuramos combater a chamada ‘’poluição visual’’, desenvolvendo materiais da forma mais clean, respeitando o receptor da mensagem, pensando em cores e formas, buscando produzir um conteúdo agradável.
Estudamos o interesse do cliente em trabalhar com sustentabilidade, por isso, sugerimos que seu negócio reverta alguma porcentagem de lucro para uma ONG ambiental de sua escolha.
Visão -Acreditamos no planeta e trabalhamos para que este seja melhor a cada dia. Que as nossas campanhas, de cunho sustentável, sejam exemplos para a mudança que buscamos.
Valores - Pensar, criar, produzir e colocar em prática estratégias de comunicação originais e marcantes que possam construir marcas mais fortes, resultados mais eficazes e clientes mais satisfeitos. Em todo e qualquer meio necessário, respeitando a inteligência, o bom gosto e a ética.Você está aqui para ser um facilitador para o pensamento, criação, acomodação e execução da estratégia de comunicação originais e marcantes que possam construir uma agência mais completa. Pelo resultado do trabalho, pelo crescimento profissional, pelo reconhecimento financeiro e pelo respeito a todos.
Pesquisas - As pesquisas necessárias para abrir uma agência seriam com: profissionais da área, consumidores, clientes, estudantes e recém-formados dos cursos de publicidade e propaganda.
Objetivos Estratégicos – Estar dentre os 15 primeiros em 5 anos; Obter 6 clientes fiéis em um ano.
Resumo da empresa - Agência Ápice é uma agência de Publicidade e Propaganda tanto ”On” (internet e mídias sociais) quanto ”Off” (outdoors, comerciais de televisão e meio impresso).
Pensamos que passar para o público uma boa imagem do cliente, é fator essencial para o desenvolvimento do mesmo no mercado.
Análise de Mercado – Não temos restrições a nenhum tipo de cliente, contudo, o histórico da empresa será analisado e, tendo seus valores condizentes com os nossos, aceitaremos o trabalho. Em relação a concorrência, analisamos agências de publicidade de médio/grande porte.
Público/Idade – De 25 a 35 anos, classe C e D, feminino e masculino.
Desejos e necessidades – Almejamos, como empresa, proporcionar um ambiente agradável aos nossos colaboradores, para que possam produzir com reconhecimento. Assim como, prestar serviços com objetivos traçados e, através da expansão de nossos clientes, sermos reconhecidos por um mercado abrangente, agregando valor à nossa marca.
Perfil das pessoas que trabalharão na empresa – De 20 a 40 anos, em média. Pessoas empenhadas, com vontade de crescer e fazer o melhor trabalho. Otimistas e de fácil relacionamento.
Salário- Cerca de R$ 4.000 por mês + 10% para cada por conta ganha. Exemplo: Se fecharmos uma conta que nos pagará 20 mil reais, cada integrante da agência(nós) ganharemos 2 mil reais, resultando em 12 mil reais (60%). Os 40% (8 mil reais) que sobrarem, serão investidos na agência.
Benefícios - Vale-refeição de R$20 (baseado na localização da agência - Avenida Paulista), vale-transporte e assistência médica.
March 21, 2012 at 6:59pm
Gêneros Textuais - A pior história da minha vida
Todo mundo passa a semana inteira naquela rotina, aquela correria habitual. Não podia aguentar de ansiedade até o final de semana chegar. Obviamente, tinha festa. Mas não era de qualquer pessoa, era a festa dele. O irmão da minha melhor amiga. Tá, não era apenas um mero parente da minha parceira de loucuras e segredos. Confidencialmente, era meu amor platônico.
As garotas passaram aulas e mais aulas falando da roupa, cabelo e sapato. Deixar a desejar seria pecado. Tinha de estar perfeita, afinal, e se ele gostasse mais de outro alguém? Era minha chance. Olharia para mim, somente.
Rufem os tambores, sábado chegou! Consequentemente, minha deixa para transformar oportunidades em fatos.
Pisei no respectivo local que seria a festa, já com olhos agitados, procurando familiaridade em algum rosto. Minhas amigas estavam lá, conversando entre si, me olharam e gritaram “Finalmente! Vem pra cá!”. Papo vai, papo vem, eis que surge o mais lindo de todos os homens (ao meu ver) que ali estavam. Chegou sorrindo, agradecendo a todos pela presença. Como esperado, fazia rodízio entre as rodas de amigos.
Acabei o perdendo de vista, mas sem problemas, estávamos nos divertindo até aquele momento. Resolvi me soltar, contar uma história bem engraçada. Céus, porque resolvi fazer aquilo? Nunca fui discreta. Fazendo gestos e mais gestos, dei um passo pra trás. O passo que me levaria ao trauma da minha adolescência. Caí na piscina.
Assim que senti aquela água gelada ao meu redor, logo gritei em meu interior ”Vou ficar aqui embaixo! É, até desmaiar! Ninguém vai rir de alguém que está desmaiada. Se rirem, não verei. Segura, espera, prende o ar!” Impossível, boiei.
A festa inteira me fitava aos risos. Que vergonha, meu Deus! Lá estava ele, com as mãos na cabeça, rindo também. Carregava certo sentimento de dó, era visível. Foi o único que caminhou até a beira da piscina e me puxou daquele buraco negro cheio de água.
Subi as escadas correndo, a irmã dele foi atrás. Me enfiou no chuveiro e ficou tentando dar alguma desculpa, referente ao destino e a minha pessoa, àquela situação medíocre que me encontrava. Em outras palavras, tentava me acalmar.
Fiquei nova em folha, desci novamente. Cada degrau pisado era um pensamento que perturbava minha mente sobre comentários maldosos e, bem, meu príncipe encantado descendo pelo ralo das minhas esperanças.
Eis aqui o ponto-chave da minha história. O pior dia da minha vida, foi o melhor, ao mesmo tempo. Pelo menos ao pensar naquela época de colégio. Todos vieram perguntar se estava tudo bem, riam, porém, preocupados. Conclusão? A atração da festa foi meu tombo e, sim, ele veio falar comigo. Passamos um bom tempo relembrando aquele momento problemático e transformamos em algo engraçado que marcaria a noite de todos. Ele me beijou. Se foi dó, se foi sentimento, se foi porque era a princesa da vida dele também, não sei. Só sei que foi o melhor dia da minha vida.
March 8, 2012 at 11:25pm
Pensamento desatento, escapou e virou letra
A serenidade da noite conversa com as lágrimas que escorrem por todo meu pescoço. É inacreditável. Uma vontade incansável de permanecer deitada misturando-se com a de correr, para o lugar mais distante que puder.
Peito pesado, quase um universo inteiro esmagando. Assuntos vagando, agitados. Mas que porcaria toda é essa? Beco. Sem saída, sem luz, sem ar. Afundando lentamente como o navio que racha ao meio.
Ligo o som. A música pausa a angústia por alguns segundos. Refrão, ela volta.
Tanta gente feliz por aí. Me junto, as engano, como se fosse também. Como se soubesse me cuidar, como se não precisasse de ninguém. Me transformo no “também”. Mal sabem o quanto as entendo e, ao mesmo tempo, me perco.
O mercado está cada vez mais cheio de pessoas, idéias e formações acadêmicas preenchendo currículos. Entretanto, o verdadeiro profissional tem que, além de tudo, ter vontade, iniciativa e paixão pelo que faz e, não ser movido somente por recompensas. Acredito ter este tipo de perfil. Meu nome é Marcela Soares, estudante de publicidade e propaganda.
September 19, 2011 at 3:54pm
Antropologia, de novo.
A partir de idéias reunidas através da pesquisa de campo feita, no vão do MASP, pelo grupo, foi possível visualizar de maneira não preconceituosa, as atividades exercidas pelas pessoas que ali, encontram um pequeno momento de paz, em meio a pressão da urbanização. O hábito de observação no tempo ocioso, foi iniciado pelo aristocrata Flâneur, que tinha como cotidiano de vida, a citação abaixo:
“A rua se torna moradia para o flâneur que, entre as fachadas dos prédios, sente-se em casa (…) Para ele, os letreiros esmaltados e brilhantes das firmas são um adorno de parede tão bom ou melhor que a pintura a óleo no salão do burguês; muros são a escrivaninha onde apóia o bloco de apontamentos; as bancas de jornais as suas bibliotecas, e os terraços dos cafés, as sacadas de onde, após o trabalho, observa o ambiente.”
Tudo isto nos leva a crer, na hipótese emergente de ter sido ele, efetivamente, o protagonista e precursor das tribos artísticas urbanas, pelo fato de buscar o ângulo menos evidente da arte. Seu modo de ver a arte neste universo, serviu como espelho a vários outros artistas de gerações seguintes, além de ter propagado aos grupos atuais que frequentam o vão do MASP.
September 15, 2011 at 6:34pm
Antropologia
Entender a sociedade atual, torna-se uma tarefa cada vez mais complexa, apesar de parecer o inverso. O porquê deste pensamento, é desvendado através da formação de redes, nem tão virtuais assim, pois trazem o conceito à realidade, dando margem ao nascimento das tribos urbanas.
Os jovens necessitam procurar amigos, com gostos e pensamentos similares, formando grupos. É arriscado caracterizá-los, pois estes estão sempre em mudança gerando novos microgrupos, que têm como objetivo principal estabelecer conexões entre amigos com base em interesses semelhantes. Essas agregações, apresentam uma conformidade de pensamentos, hábitos e maneiras de se vestir.
O fenômeno destas, se representa nas diversas redes, grupos de afinidades e de interesse, laços de vizinhança que estruturam nossas megalópoles.
Um exemplo aleatório de uma tribo urbana, seria um determinado grupo de pessoas, que são ligadas ao estilo rock’n’roll. A derivação ascendente a microgrupos, acontece quando uma pessoa simpatiza mais com o estilo emocore que existe dentro deste universo e, uma outra que identifica-se mais com o estilo punk.
O trabalho deste bimestre, foi direcionado à relação entre estas classificações e a cidade de São Paulo, afinal, o espaço no qual as pessoas se misturam dita maneiras de agir.